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Casa da Cepa

O tetravô de Ermelinda Correia terá sido quem as plantou. “Pessoas com quase 100 anos já falavam das videiras e não tinham memória dos tempos em que foram aqui plantadas”, conta Luís, 39 anos, filho de Ermelinda.

 

“São tratadas com o enxofre e o sulfato, mais nada. Depois é só esperar que apareçam as uvas”, relata Ermelinda, mulher do campo, mãos calejadas e pele queimada do sol.

 

Ermelinda agarra-se ao tronco de uma das cepas e profere uma vez mais: “É minha e só por cima do meu cadáver deixava abatê-las”.


No tempo do tetravó, em meados do século XIX, a casa tinha uma quinta e, provavelmente mais pés de vinha. A quinta manteve-se quase um século, até que José Correia, pai de Ermelinda, vindo do Brasil, onde esteve 14 anos, alarga a casa, sobe paredes, e a quinta quase desaparece. Dá lugar a um quintal.
                                      Por Rui Bondoso - Jornal de Notícias